A importância do acompanhamento ortopédico pediátrico em crianças com paralisia cerebral


Entenda por que o acompanhamento ortopédico pediátrico é essencial em crianças com paralisia cerebral, como evitar complicações músculo‑esqueléticas e a importância de um tratamento multidisciplinar para otimizar a mobilidade


Por que o acompanhamento ortopédico pediátrico é essencial na paralisia cerebral

O acompanhamento ortopédico pediátrico é fundamental para crianças com paralisia cerebral (PC), pois o crescimento associado à espasticidade pode provocar encurtamentos musculares progressivos, deformidades na marcha e aumento do risco de luxação do quadril

Nosso ortopedista pediátrico Dr. Saulo Zábulon, explica que essas alterações músculo‑esqueléticas não são apenas consequências naturais da condição, mas podem ser monitoradas e tratadas precocemente para preservar função e mobilidade ao longo do desenvolvimento


Complicações comuns em crianças com paralisia cerebral

Espasticidade e contraturas musculares

A espasticidade, característica comum na PC, causa tensão muscular excessiva. À medida que a criança cresce e os ossos alongam, essa tensão pode resultar em contraturas nos joelhos, tornozelos e quadris. Essas contraturas alteram a postura, prejudicam a marcha e podem comprometer a independência motora

Risco de luxação do quadril

Em casos mais graves de paralisia cerebral, a luxação do quadril é uma complicação frequente que pode ocorrer em até 30% dos casos se não houver monitoramento regular. A luxação compromete a mobilidade e a qualidade de vida, sendo mais fácil de prevenir ou tratar quando identificada precocemente


O papel do ortopedista pediátrico no manejo da PC

Avaliações regulares e exames complementares

O ortopedista pediátrico realiza exames clínicos detalhados, avalia padrões de marcha e solicita exames como radiografias para acompanhar o desenvolvimento ósseo e identificar alterações posturais ou articulares precocemente

Intervenções terapêuticas personalizadas

Com base nas avaliações, o especialista pode indicar opções como:

  • Órteses para suporte postural e alinhamento

  • Aplicações de toxina botulínica para reduzir espasticidade localizada

  • Cirurgias corretivas em momentos ideais do crescimento

Essas intervenções são planejadas para promover o melhor resultado funcional possível, respeitando a fase de desenvolvimento de cada criança


Prevenção e monitoramento contínuo

Consultas regulares para evitar progressão

Consultas semestrais ou anuais com o ortopedista pediátrico ajudam a prevenir a progressão de deformidades, mantendo o alinhamento articular e promovendo uma função motora mais eficiente

Tratamento multidisciplinar integrado

O cuidado eficaz da paralisia cerebral envolve uma equipe multidisciplinar. A ortopedia pediátrica trabalha em conjunto com:

  • Fisioterapia, para fortalecer músculos e otimizar padrões de marcha

  • Terapia ocupacional, para apoio funcional no dia a dia

  • Fonoaudiologia, quando necessário para integração global do tratamento

Essa abordagem integrada maximiza a independência da criança e melhora a qualidade de vida


Conclusão

O acompanhamento ortopédico pediátrico em crianças com paralisia cerebral não é apenas recomendável — é essencial. Monitorar de perto o crescimento ósseo, a espasticidade e a biomecânica da marcha permite intervenções oportunas, minimiza complicações e potencializa a mobilidade ao longo do tempo. O tratamento deve ser contínuo, personalizado e coordenado com outros especialistas para oferecer o melhor suporte ao desenvolvimento infantil


Perguntas frequentes (FAQs)

1. Por que crianças com paralisia cerebral precisam de acompanhamento ortopédico
Porque o crescimento combinado à espasticidade pode levar a complicações músculo‑esqueléticas que alteram a função e a mobilidade

2. O que é contratura muscular
É um encurtamento anormal dos músculos que limita o movimento articular

3. A luxação do quadril pode ser evitada
Sim, com monitoramento regular e intervenções apropriadas

4. Como a fisioterapia contribui no tratamento
Fortalecendo músculos, melhorando a marcha e prevenindo deformidades

5. Com que frequência a criança deve ser avaliada
Geralmente semestral ou anualmente, conforme recomendação clínica