
Adriane Galisteu chamou atenção ao relatar uma dor intensa que começou durante o treino e evoluiu a ponto de dificultar até movimentos simples do dia a dia.
O diagnóstico foi a síndrome do piriforme, uma condição ainda pouco reconhecida, mas mais comum do que parece.
Conforme explicam nossos especialistas, o piriforme é um músculo pequeno e profundo localizado na região do glúteo, responsável por estabilizar o quadril. Logo abaixo dele passa o nervo ciático, o maior nervo do corpo. Quando esse músculo sofre tensão, inflamação ou sobrecarga, pode comprimir o nervo e gerar um quadro doloroso que muitas vezes é confundido com hérnia de disco.
Os principais sintomas incluem dor profunda no glúteo, dor que irradia pela parte posterior da coxa, sensação de queimação, formigamento e piora ao sentar por longos períodos ou ao realizar movimentos específicos. Em alguns casos, a dor pode limitar atividades básicas como caminhar, dirigir ou até dormir com conforto.
Diferente do que muitos pensam, nem toda “dor ciática” tem origem na coluna. Esse é um dos pontos mais importantes do diagnóstico, que precisa ser clínico e detalhado, avaliando padrão da dor, mobilidade, histórico de atividades físicas e pontos de compressão muscular.
O tratamento envolve abordagem individualizada, com controle da dor, fisioterapia direcionada, liberação muscular, correção de padrões de movimento e fortalecimento adequado.
Quando bem conduzido, o quadro costuma evoluir com melhora significativa, mas exige consistência e acompanhamento especializado.
O caso reforça um alerta importante: dor persistente, que irradia ou limita sua rotina, não deve ser ignorada nem tratada de forma genérica. Um diagnóstico preciso muda completamente o caminho do tratamento e acelera a recuperação.
